Novos ares

O Brasil respira novos ares com o trabalho da equipe econômica, aliado às mudanças legais e favorecido pelos ventos da economia mundial, atuação que favorece resultados mais promissores, os quais podemos detectar por meio de alguns indicadores macro-econômicos e setoriais.

O PIB brasileiro, depois de recuar dois anos consecutivos, aponta para um crescimento por volta de 1% em 2017 e de 3% em 2108. A recuperação do PIB se deu, num primeiro momento, por conta do preço internacional das commodities e da atividade agrícola, mas, tudo indica que para os próximos trimestres a Indústria e os Serviços devem favorecer a retomada do crescimento;

A taxa de desemprego vem mostrando uma tendência de queda nos últimos 6 meses; A renda do trabalhador cessou sua tendência de queda, dando sinais de retomada de seu poder de compra, tanto por conta da recuperação do emprego, quanto por conta da redução da inflação;

A Petrobrás, principal empresa brasileira que esteve envolvida na crise política, com alguns de seus gestores afetados pela operação Lava Jato, após ver seu valor patrimonial, dado pelas ações em bolsa em janeiro 2016, retornar a valores de 2003, inverte a tendência e mais do que triplica este valor; O mercado de capitais vem se recuperando, o que é demonstrado pelo crescimento consistente do IBOVESPA de 18,9% de janeiro a agosto de 2017;

Dados setoriais já apontam para a retomada do crescimento econômico: a venda de passagens aéreas cresceram 2% em junho de 2017, em relação ao mesmo mês de 2016; prevê-se crescimento de mais de 7% na venda de veículos novos em 2018, em relação a 2017; o transporte rodoviário de cargas deve crescer 2% em 2017 e mais de 3% em 2018;

A Construção Civil e a venda de imóveis novos, comerciais e residenciais, que viu a demanda reduzir e os estoques crescerem, dá sinais de reversão. Em 2017 o mercado prevê estabilização e retomada de crescimento a partir de 2018.

Devemos salientar, sobretudo, que os Estados da Federação que mais sofreram com a aquela crise que já se distancia do país, foram aqueles em que o Mercado e o Trabalho estavam mais dependentes destes Estados. São Paulo, diferentemente de outros Estado, por contar com um Mercado mais independente, reagiu antecipadamente, assim como aqueles Estados cuja atividade primordial é a Agricultura e as Commodities.

A operação Lava Jato (anti corrupção), longe de significar um vetor de crise, tem sido elogiada e apoiada pela sociedade, pois aponta para mudanças profundas na relação entre o Estado e o Mercado. O Brasil que sai da crise econômica é um país que trará consigo novas exigências éticas nas relações entre política e sociedade.

Por fim, devemos salientar os desafios de um país que buscou controlar os limites de gastos governamentais, atualizou e aprimorou a legislação trabalhista e que agora discute mudanças na Previdência e no enfrentamento de suas desigualdades por meio de uma legislação tributária mais equânime, é um país que mostrou sinais de força e determinação no enfrentamento de suas crises e dificuldades. Um país que busca retomar seu protagonismo nos cenário internacional.